segunda-feira, 22 de maio de 2017

I Encontro dos Cursos e Iniciativas de Ensino em Agroecologia do Nordeste






Texto de Leandro Benatto

Cinco representantes da Rede Alagoana de Agroecologia participam do I Encontro dos Cursos e Iniciativas de Ensino em Agroecologia do Nordeste e da Oficina para Construção de Plataforma de Pesquisa e Pós-Graduação em Agroecologia do Nordeste, que esta ocorrendo entre os dias 15 a 18 de maio na Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), em Juazeiro – BA. Evento de grande importância regional que busca refletir sobre as iniciativas de ensino, pesquisa e extensão em agroecologia e propõe a construção de plataforma de articulação dessas experiências para o nordeste.
A participação da comitiva de Alagoas no Encontro de ensino em Juazeiro, reflete o importante momento de construção da Rede Alagoana de Agroecologia enquanto movimento agroecológico comprometido com os camponeses na promoção e fortalecimento de propostas de Desenvolvimento Rural includentes e sustentáveis. Esse processo necessariamente perpassa pela análise e reflexão do contexto de exclusão social e produtiva que enfrentamos no estado de Alagoas, fruto de um modelo agrícola e agrário monocultor e concentrador de terras e renda.
O cenário estadual para a prática de ensino em agroecologia no estado de Alagoas é bastante motivador em termos de oferta. Temos três cursos técnicos de Nível Médio Integrado em Agroecologia no Instituto Federal e Alagoas (IFAL), um em cada mesorregiões do estado: Campus Maragogi (Litoral Norte), Campus Murici (Zona da Mata), Campus Piranhas (Sertão); um curso superior de graduação em Agroecologia na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o Curso de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Associação de Agricultores Alternativos (AAGRA), experiência de ensino complementar direcionado à filhos de agricultores vinculada a Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semiárido, que se encontra em sua 5ª edição. Já o INCRA, por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - Pronera, pretende articular a primeira turma de agroecologia para o público dos assentamentos rurais do estado de Alagoas através da parceria com Universidade e/ou Instituto Federal.
A Rede Alagoana de Agroecologia, enquanto espaço representativo de múltiplos olhares, envolvendo organizações civis e governamentais, movimentos sociais, camponeses(as) estudantes, professores, consumidores e técnicos, possibilita o debate e a reflexão sobre o fazer e pensar agroecologia para além de uma técnica produtiva, mas como um processo de transformação social. Para tanto, é importante um olhar atento e detalhado sobre nossa prática e nossa realidade. Algumas perguntas podem nos ajudar a conduzir essa reflexão: Qual o papel e a função social do ensino em agroecologia no contexto alagoano? Os currículos e métodos de ensino estão favorecendo o fortalecimento da agroecologia? Qual a interlocução com os movimentos sociais e a sociedade? Como têm sido propostas as linhas de pesquisa e ações de extensão?
Estamos muito animados com a participação de Alagoas no encontro de Juazeiro dando continuidade ao debate que iniciamos no Encontro de Ensino Superior em Agroecologia promovido pelo curso de Agroecologia da UFAL em 2016. Certamente será uma ótima oportunidade para compartilhar experiências, ampliar contatos e articulações; vivenciar a agroecologia em suas diferentes acepções: enquanto ciência, movimento e prática e experimentar diferentes metodologias para a construção do conhecimento agroecológico. Retornando para Alagoas, teremos um evento ampliado com os demais colegas da REDE alagoana para discutir iniciativas para o fortalecimento da agroecologia no estado.

Delegação Alagoana no Encontro em Juazeiro (da esquerda para a direita) - Prof. Valtair Veríssimo (Curso de Nível Técnico em Agroecologia, Núcleo de Agroecologia-NEA, IFAL Campus Murici), Prof. José Roberto Santos (Bacharelado em Agroecologia CECA/UFAL), José Ubiratan Rezende Santana (INCRA/AL responsável pelo PRONERA), Prof. José Augusto de Castro Lima (Curso de Nível Técnico em Agroecologia, IFAL Campus Maragogi), Wanderson Mulato de Andrade (Curso de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável - AAGRA).

Agradecimentos: Ao IFAL, Campus Murici, e a Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) por viabilizar a participação de Alagoas neste importante encontro.


Texto de Leandro Benatto é integrante do Núcleo de Agroecologia Zumbi dos Palmares (NEA-ZP/IFAL Murici), Rede Nordeste de Núcleos de Agroecologia (RENDA),Rede Alagoana de Agroecologi.
Revisão e edição : Domênica Rodrigues


quarta-feira, 26 de abril de 2017

I FÓRUM PRESENCIAL - Pedagroeco



Os Núcleos de Agroecologia da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), da Embrapa Meio-Norte (Piauí, PI) e da Embrapa Semiárido (Petrolina, PE) em parceria com a Embrapa Informação Tecnológica (Brasília, DF) iniciaram a execução do projeto "Metodologia de produção pedagógica de materiais multimídia com enfoque agroecológico para a agricultura familiar" (Pedagroeco), aprovado pelo Arranjo de Agroecologia do Nordeste, no âmbito de projetos coordenados pela Empresa, na área de Comunicação e Transferência de Tecnologia.
O projeto busca fortalecer a atuação em rede de Unidades de pesquisa da Embrapa no Nordeste que atuam no campo da agroecologia, bem como ampliar as parcerias com organizações não governamentais, especialmente com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), com os institutos federais de educação e escolas famílias agrícolas do Nordeste para a produção de materiais multimídia (vídeos, áudios, cartilhas e livros) que possam fazer parte no acervo das Minibibliotecas, bem como distribuídos aos diversos territórios onde a Empresa e as instituições parceiras têm atuação. O Pedagroeco é um dos 22 projetos vinculados ao Arranjo Agroeco-Ne coordenado pela Embrapa.
O projeto também pretende estimular o protagonismo juvenil no campo e a divulgação das experiências agroecológicas em rede nos estados de Sergipe, Alagoas, Piauí, Paraíba e Bahia.
Uma das inovações é a gestão compartilhada com as organizações não governamentais que atuam nos territórios do Nordeste com agroecologia. “Embora a gestão do projeto seja da Embrapa, o Pedagroeco foi pensado em um sentido mais amplo, onde as organizações não governamentais possam participar do Grupo Gestor e contribuir para a execução das ações em seus territórios”, destaca uma das coordenadoras do projeto, Juliana Andrea Oliveira Batista, da Embrapa Informação Tecnológica. Para ela, a estratégia possibilita a ampliação de parcerias nos territórios, bem como a possibilidade das instituições oferecerem contrapartidas para a execução das ações.
I Fórum Presencial
Nessa direção, entre os dias 18 e 20 de abril, foi realizado o I Fórum Presencial do Pedagroeco, no Campo Experimental de Itaporanga D'Ajuda, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE). Pesquisadores, analistas da área de Transferência de Tecnologia, educadores e comunicadores da Embrapa reuniram-se com representantes de movimentos sociais e de instituições públicas para discutir as principais ações do projeto ao longo dos próximos três anos.  Estiveram presentes: a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA); o Terral Coletivo de Comunicação Popular de Pernambuco; o Coletivo Macambira de Comunicação e Cultura de Alagoas; o Centro Dom José Brandão de Castro de Sergipe (CDJBC); a Associação de Agricultores Alternativos (AAGRA) de Alagoas; a AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia da Paraíba; o Instituto Regional da Pequena Agricultura Apropriada (IRPAA); a Rede Nordeste de Núcleos de Agroecologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS); o Projeto Bem Diverso - cuja gestão é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entre outros parceiros.
Para a coordenadora pedagógica da AAGRA, Cristianlex Soares dos Santos, “em parceria com a Embrapa, o estado de Alagoas, especialmente, o território Agreste Alagoano, terá a oportunidade de realizar mais um projeto para o fortalecimento do protagonismo juvenil, da agroecologia e da comunicação social”. Criada em 1989, a AAGRA atua em projetos de desenvolvimento rural sustentável, produção e comercialização solidária, educação do campo e agroecologia. Atualmente, oferece um curso de formação pedagógica em agroecologia para jovens rurais, uma parceria da instituição com a Universidade Federal de Alagoas.  “O projeto irá se somar a outros, possibilitando a ampliação dos nossos olhares”, destacou a pedagoga, durante o I Fórum Presencial.
O pesquisador Fernando Curado, do Núcleo de Agroecologia da Embrapa Tabuleiros Costeiros, destaca que "as ações do projeto permitirão a integração das pesquisas realizadas pelos Núcleos de Agroecologia do Nordeste, tendo como foco o fortalecimento das experiências juvenis em torno da agroecologia"
Para Tiago Pereira da Costa, do Instituto Regional da Pequena Agricultura Apropriada (IRPAA), com sede em Juazeiro (BA), a ideia do projeto não é só fomentar o novo, mas principalmente beber na fonte do que está em curso, ou seja, aproveitar o que as organizações já estão desenvolvendo nos seus territórios. “E aí eu reafirmo a experiência das escolas famílias agrícolas da Bahia, que, de certa forma, agrega a juventude do campo. Outro aspecto que eu destacaria do projeto é a possibilidade de ampliar o acesso da juventude a ferramentas multimídia formativas”.
Linhas de atuação
Com tempo de execução entre 2017 e 2019, o projeto se propõe a atuar na formação de mais de 60 jovens, preferencialmente, estudantes de escolas famílias agrícolas do Nordeste ou lideranças do campo para que possam ser capazes de sistematizar as experiências agroecológicas existentes em seus territórios, transformando-as em informações técnicas ou histórias para serem contadas em vídeos, áudios, cartilhas ou publicações. Com isso, também será possível para a Embrapa e os parceiros construirem uma proposta metodológica de elaboração técnica de material pedagógico que inclua a participação comunitária no processo.
Até 2019, serão realizados seminários locais para sensibilização e engajamento dos jovens no projeto; oficinas temáticas de agroecologia, produção textual e produção multimídia, incluindo a diversidade de linguagens e instrumentos de comunicação comunitária; bem como intercâmbios e caravanas dos jovens entre os territórios. As atividades serão desenvolvidas em municípios-polo nos territórios da Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia e Piauí.

Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG) 

Embrapa Informação Tecnológica 
                                                                                                                          Telefone: 61 3448 2493

Fotos: https://www.facebook.com/pg/RENDAAGROECOLOGIA/photos/?tab=album&album_id=419211711767451

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/21821263/projeto-fortalece-atuacao-em-rede-de-nucleos-de-agroecologia-do-nordeste

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Começa hoje a III Caravana Agroecológica e Cultural de Sergipe!



Boas vindas aos Caravaneiros e Caravaneiras!

De 05 a 07 de abril acontece a III Caravana Agroecológica e Cultural de Sergipe com o tema “Campo e Cidade na Luta por Alimentos Saudáveis, Saúde e Democracia”. As organizações que compõem a Rede Sergipana de Agroecologia (RESEA) tem o prazer de convidá-l@s a embarcar nas experiência e visitar os territórios agroecológicos do estado de Sergipe.

Somos agricultores/as camponeses/as, técnicos, estudantes dos Núcleos de Agroecologia da Rede Nordeste de Núcleos de Agroecologia (RENDA), militantes da cultura popular, pesquisadores/as, professores/as e feirantes, iremos formar um coletivo de cerca de 200 pessoas e juntos comunicaremos a população rural e urbana porque é importante apoiar a Agroecologia!


Caravanas Agroecológicas e o exercício coletivo e popular de análise do território

A realização das Caravanas Agroecológicas e Culturais inauguraram um processo de mobilização popular para a realização do III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA) em Juazeiro da Bahia no 2014. O III ENA juntou cerca de 2600 pessoas e as Caravanas ocorridas como forma de preparação para o encontro nacional reuniram em todo paí outras 2000 pessoas em 14 territórios. Com o objetivo de fortalecer articulações em rede e movimentos locais de luta pela terra, território e agroecologia; evidenciar as ameaças promovidas pelo agronegócio às comunidades; e de mostrar as práticas agroecológicas, ampliando a escala das experiências.

As Caravanas Agroecológicas e Culturais tem mostrado a diversidade de situações, contextos, povos, habitats, complexidades, contradições e anúncios, desafios e possibilidades de autonomia e participação de grupos subalternizados pela economia dominante e por agentes hegemônicos.

Com este espírito, as organizações locais e Redes estaduais de Agroecologia como a RESEA inspiraram-se em trazer para o centro da análise coletiva a noção de território como unidade e arena política em que disputam dois modelos: a Agroecologia que, reforça a importância do protagonismo camponês na luta por alimentos saudáveis, saúde e democracia e o e o Agro-hidronegócio que, polui águas, acaba com a biodiversidade, concentra terra e produz alimentos envenenados.

Para a RESEA, as Caravanas tem sido um instrumento importante que ajuda a compreender e a refletir a realidade camponesa do estado, fomentando momentos de aprendizado, além de fortalecer o protagonismo dos sujeitos do campo. Além disso, as Caravanas tem a finalidade de promover a Agroecologia nos territórios, a partir dos intercâmbios, troca de experiências entres agricultores/as, técnicos/as, pesquisadores/as, estudantes e ainda contribuir para a construção do Conhecimento Agroecológico com base no saber do camponês.


Por Dentro das Rotas


Nos dias 5 e 6 de abril dois grupos divididos em 2 rotas diferentes e simultâneas percorrerão os territórios com experiências em Agroecologia que, mostrarão a produção do arroz agroecológico e do cuscuz, o preferido do nordestino! A vivência no território será permeada por intercâmbios e rodas de conversas nos locais por onde passarão.

No dia 7 de abril, será a culminância das rotas da Caravana com a celebração da Feira Cultural Sergipana na Praça Fausto Cardoso em Aracaju. Na Feira, durante todo o dia, acontecerão intervenções de grupos culturais, Instalações artísticos pedagógicas e rodas de conversa sobre diversos temas como saúde, alimentação saudável, gênero, juventude, totalmente aberto ao público.

A Feira Cultural Sergipana homenageará o camponês e assentado da reforma agrária o Sr. Joel Batista de Oliveira, que partiu recentemente, mas que ficou na memória como grande guardião de macaxeiras, da Agroecologia e do campesinato.

A Feira, que acontecerá no Dia Mundial de Saúde, também chamará a atenção de seus participantes sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando as diversas ameaças que o atual cenário político apresenta.

Este dia também celebra a formação da Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e o Comitê local de Sergipe fará menção ao aniversário dessa importante campanha que, neste ano lançou o portal #ChegaDeAgrotóxicos para coletar assinaturas pela aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos.


Acesse a programação das Rotas e da Culminância:

1ª Rota
Dia 05/04
Dia 06/04
Horário
Visitas
Horário
Visitas
05h
Saída do Terminal Rodoviário Gov. José Rollemberg Leite (Conhecida como Rodoviária Nova), em Aracaju, para o ponto de Encontro
05h
Alvorada
07h
Ponto de encontro no posto de gasolina BR prox. Posto da PRF na BR 101.
05:30h
Café
07:30h
Saída para a Apop/ Experiência do Arroz Agroecológico
06h
Saída para Glória
09:00h
Lanche
09h
Visita a Exp. de D. Maria do Piriquito
12:30h
Almoço na EFAL
11h
Saída para Ribeirópolis
14
Visita na Exp. Agroecológica Da EFAL
12:30h
Almoço em Ribeirópolis
16h
Lanche
14h
Visita a Exp. Da Serra do Machado
16:30h
Roda de Conversa na EFAL
16h
Lanche
18h
Horário Pessoal
16:30h
Retorno para Aracaju
19h
Janta


20h
Cultural


22h
Horário de Silêncio


2ª Rota
Dia 05/04
Dia 06/04
05h
Saída do Terminal Rodoviário Gov. José Rollemberg Leite (Conhecida como Rodoviária Nova), em Aracaju, para o ponto de Encontro
06h
Alvorada
07h
Ponto de encontro no Posto BR de Salgado
06:30h
Café
07:30h
Saída para Sítios Altos
07:30h
Saída para Itabaianinha
11:30h
Almoço em Sítio Altos
08:30h
Visita a Exp. De Thiago
12:30h
Saída para Tobias Barreto
12h
Almoço no Ifs
15h
Pedro Menezes Recanto da Serra
14:00h
Roda de Conversa
18h
Horário Pessoal
16:30h
Lanche
19h
Janta
17h
Saída para Aracaju
20h
Cultural


22h
Horário de Silêncio